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PIB do Pará cresce 7,8% em 2023 e chega a R$ 254,55 bilhões, aponta Fapespa

O Produto Interno Bruto (PIB) do Pará registrou crescimento de 7,8% em 2023, alcançando R$ 254,55 bilhões e revertendo a forte retração ocorrida em 2022. Os dados constam no relatório de Contas Regionais divulgado nesta sexta-feira (14) pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O estudo foi elaborado pela Diretoria de Estatística e Tecnologia da Informação da Fapespa e apresenta uma análise detalhada do desempenho econômico do estado, destacando tendências, participação setorial e fatores que influenciaram o resultado final.

Recuperação após queda histórica

Em 2022, o PIB paraense havia recuado 10,2%, impactado principalmente pela redução na produção mineral e pela queda nos preços do minério de ferro. No ano seguinte, mesmo com o valor do minério ainda depreciado, o Pará reagiu com aumento de produção e crescimento real de 3,2% na indústria extrativa.

O avanço de 2023 foi sustentado, sobretudo, por dois segmentos: agropecuária e serviços.

Agropecuária em alta

O setor agropecuário apresentou crescimento de 23% no Valor Adicionado e representou 12,9% de toda a economia do estado. As maiores contribuições vieram das safras de soja, milho, dendê e açaí, além da mandioca, que teve forte alta de preço.

A pecuária também teve impacto relevante: o Pará segue com um dos maiores rebanhos bovinos do país, mantendo posição de destaque nacional.

Serviços lideram a economia

O setor de serviços continuou como principal motor da economia paraense, com 58,6% de participação e crescimento de 12% em 2023. O melhor desempenho foi da intermediação financeira (+24,2%), seguida por:

  • Administração Pública (40,4%)
  • Comércio e reparação de veículos (18,4%)
  • Atividades imobiliárias (12,3%)

Essas três áreas concentraram mais de 70% de todo o Valor Adicionado do setor.

Indústria mantém participação apesar de queda nominal

A indústria representou 28,5% da economia, mas registrou retração nominal de 2,3% devido à desvalorização do minério de ferro. Mesmo assim, houve crescimento real de 1,2%, impulsionado pela cadeia mineral e pela indústria de transformação — especialmente nos segmentos de abate de animais e produção de óleos vegetais.

Importância estratégica

Segundo o economista Rickson Oliveira, da Fapespa, os dados consolidados do PIB estadual são fundamentais para planejamento econômico e atração de investimentos.

“Esses indicadores ajudam a entender a estrutura produtiva do Pará, a evolução dos setores e a capacidade de geração de riqueza. São informações essenciais para decisões públicas e privadas”, afirmou.

Oliveira também destacou que o relatório reforça o compromisso institucional da Fapespa com a produção de estatísticas oficiais e transparentes, essenciais para embasar políticas de desenvolvimento regional.

Diferença para o PIB Trimestral

A Fapespa também produz um boletim com estimativas trimestrais do PIB estadual, utilizado para acompanhamento do desempenho econômico ao longo do ano. Já o PIB Regional, divulgado agora, utiliza dados consolidados do IBGE e apresenta defasagem natural — por isso os resultados de 2023 foram publicados somente em 2025.

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