A Polícia Civil de Roraima (PCRR) prendeu um homem de 49 anos no último sábado (24), no município de Presidente Figueiredo, no interior do Amazonas. De acordo com as investigações da Operação Estocolmo, o suspeito mantinha a própria enteada em cárcere privado desde 2022, quando ela possuía apenas 13 anos. Por esse motivo, os agentes monitoraram os passos do infrator após descobrirem que ele retirou a vítima de Boa Vista sem qualquer autorização familiar. Por consequência do isolamento, a jovem viveu sob o controle do padrasto durante cerca de três anos em uma localidade distante de sua cidade natal. Assim, a ação policial encerrou um ciclo de violência que durava desde o início da adolescência da vítima.
Rastreamento e localização no Amazonas
As autoridades localizaram a adolescente após ela conseguir realizar um contato telefônico com parentes no final de 2025. Segundo as informações policiais, a linha utilizada pela vítima estava cadastrada justamente no nome do principal suspeito do crime. Além disso, a perícia técnica da polícia conseguiu rastrear o sinal e confirmar o endereço exato onde o homem escondia a jovem. Por consequência do monitoramento, os agentes descobriram que a menor vivia sem documentos pessoais, fora da escola e completamente afastada do convívio social. Consequentemente, o cenário de vulnerabilidade extrema confirmou as suspeitas de privação de liberdade e violência contínua contra a menor.
Proteção à vítima e procedimentos legais
A jovem recebeu atendimento imediato de órgãos de proteção e retornou para Boa Vista logo após o resgate para acompanhamento especializado. De acordo com a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), que prestou apoio na ocorrência, o homem responderá pelos crimes de sequestro e estupro de vulnerável. Por esse motivo, o suspeito seguiu para a delegacia local e aguarda a audiência de custódia para a definição de sua transferência para o sistema prisional. Por consequência da gravidade do caso, as autoridades mantêm o processo sob sigilo absoluto para preservar a integridade e a identidade da vítima. Assim, as investigações continuam para identificar se outras pessoas auxiliaram na fuga do criminoso há três anos.

