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Crise na Grande Belém: Doença de Chagas mata menina de 11 anos e afeta economia do açaí

O município de Ananindeua vive uma crise sanitária com quatro óbitos confirmados por doença de Chagas apenas em janeiro de 2026. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), o número de mortes neste mês já supera o acumulado dos últimos cinco anos na região.

Por esse motivo, o Ministério da Saúde classificou oficialmente a situação como um surto associado à transmissão oral por alimentos contaminados. Por consequência da gravidade, a prefeitura confirmou o falecimento de uma menina de 11 anos, que sofreu insuficiência cardíaca após consumir o fruto. Assim, o avanço da infecção gera um estado de alerta máximo entre as autoridades de vigilância epidemiológica do Pará.

Comerciantes relatam queda drástica nas vendas
A divulgação dos casos provocou uma mudança imediata no comportamento dos consumidores e impactou o faturamento dos batedores de açaí. Segundo o comerciante Júnior Silveira, que atua há sete anos no bairro 40 Horas, a procura diminuiu consideravelmente desde o início do ano.

“Sempre que surgem casos da doença, as vendas caem. Trabalho há sete anos com açaí e isso acontece quase todo ano”, relatou o proprietário.

Por esse motivo, estabelecimentos que vendiam até 140 litros nos fins de semana registraram uma queda para apenas 80 litros. Por consequência da insegurança, os clientes passaram a questionar com rigor o processo de higienização e a procedência do produto antes da compra.

Medidas de higiene para recuperar a confiança
Os batedores de açaí buscam estratégias para garantir a segurança alimentar e manter a clientela fiel durante o período crítico. De acordo com o comerciante Marcelo, que atua no ramo há 20 anos, o investimento em capacitação e manutenção de máquinas é um processo necessário para levar segurança aos consumidores.

“A gente faz vídeos, convida os clientes para verem como é feito e isso ajuda a gerar confiança”, contou Júnior Silveira ao explicar que adota lavagens sucessivas e o branqueamento térmico dos frutos.

Por esse motivo, a transparência no preparo tornou-se a ferramenta principal para combater o estigma da contaminação. Por consequência dessas ações, os vendedores esperam que o rigor sanitário ajude a estabilizar o mercado local nas próximas semanas.

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