Uma nova etapa do mistério sobre o desaparecimento de Eliza Samudio foi iniciada em janeiro de 2026. O portal LeoDias revelou que o passaporte original da modelo foi localizado em solo europeu. Além disso, um brasileiro que vive em Portugal encontrou o documento em um apartamento compartilhado. O objeto estava exposto de forma visível sobre um livro em uma estante da residência.
Detalhes sobre o documento encontrado
A integridade do documento foi destacada pelas testemunhas e autoridades. O passaporte foi descrito como bem conservado e com todas as páginas preservadas. Adicionalmente, um carimbo oficial marca a entrada de Eliza em Portugal no dia 5 de maio de 2007. Entretanto, nenhum registro de saída do país foi identificado nas páginas restantes. Esse detalhe gera dúvidas sobre a permanência da modelo no exterior anos antes do crime em Minas Gerais.

Procedimentos das autoridades brasileiras
Os procedimentos diplomáticos foram iniciados logo após a descoberta. O morador que achou o item realizou a entrega formal ao Consulado-Geral do Brasil em Lisboa. Por consequência, o Itamaraty em Brasília já recebeu a notificação sobre o recebimento da prova. Sonia Moura, mãe da vítima, manifestou surpresa ao saber do fato pelos veículos de comunicação. No entanto, uma análise jurídica foi solicitada pela família para entender o impacto desse achado.
Impacto na investigação do crime
A repercussão do caso foi imediata em toda a rede nacional. O crime ocorreu originalmente em 2010 e resultou na condenação do goleiro Bruno Fernandes. Contudo, os restos mortais de Eliza jamais foram recuperados pela polícia brasileira. Portanto, o fato de um documento pessoal aparecer na Europa após dezesseis anos intriga os investigadores. Novas perguntas sobre quem transportou esse material e por que ele foi guardado surgiram agora.
O contexto temporal da descoberta também foi destacado por especialistas. A justiça brasileira emitiu o atestado de óbito de Eliza três anos após o carimbo encontrado em Portugal. Assim sendo, o surgimento deste passaporte pode motivar novos pedidos de investigação sobre a rota feita pela modelo no passado. As autoridades portuguesas e brasileiras devem colaborar para rastrear o histórico dos moradores do imóvel onde o item estava.

