O início da noite desta quinta-feira (26) registrou cenas de guerra na Avenida Brasil com o bloqueio total da via por manifestantes revoltados. Amigos e parentes de Bruno Santos Dirão, de 22 anos, utilizaram objetos em chamas para impedir a passagem de veículos em um dos principais eixos viários de Manaus.
O protesto surgiu como resposta imediata à morte do jovem, ocorrida durante a madrugada no bairro Compensa. Diante do cenário de desordem e do congestionamento quilométrico, o comando da PM enviou tropas de elite da ROCAM e do Batalhão de Choque para retomar o controle da área.

Acusações de execução contra a Guarda
A família de Bruno sustenta uma acusação grave e aponta que agentes da Guarda Civil Municipal executaram o rapaz durante uma abordagem. Segundo o relato dos manifestantes, a ação policial não seguiu protocolos e resultou no disparo fatal contra o jovem. Por outro lado, o registro oficial na Delegacia de Homicídios descreve um cenário de patrulhamento onde os guardas apenas prestaram socorro.
Os servidores afirmaram que ouviram os gritos de Bruno no beco São Francisco após perseguirem dois suspeitos que fugiram pelo local. Consequentemente, o clima de revolta tomou conta da comunidade, que exige a entrega das imagens das câmeras corporais dos agentes.

Desfecho no hospital e inquérito
O atendimento médico começou ainda no beco com a chegada de uma ambulância do SAMU para realizar a estabilização do ferido. Bruno deu entrada no Hospital 28 de Agosto com uma perfuração profunda no tórax, mas os médicos confirmaram o óbito pouco tempo depois na sala de reanimação.
Atualmente, a Polícia Civil analisa os detalhes do Boletim de Ocorrência para confrontar as provas técnicas com os depoimentos colhidos no bairro. Portanto, a investigação da DEHS buscará identificar se o projétil partiu de alguma arma oficial ou se houve participação de terceiros no crime. O trânsito na região segue em processo de liberação sob forte vigilância policial.

