Moradores do bairro Zumbi dos Palmares mataram Raimundo Feitosa, de 64 anos, na noite desta quarta-feira (6). O crime aconteceu no Beco São Cristóvão, na Zona Leste de Manaus. Por essa razão, a Polícia Militar enviou equipes para tentar conter a multidão enfurecida na comunidade. Além disso, os agressores usaram pedaços de pau e tijolos para golpear a vítima repetidamente. Consequentemente, o idoso não resistiu aos ferimentos e faleceu no local antes de qualquer atendimento médico.
Acusação de abuso sexual contra netas
A comunidade atacou o idoso após denúncias de que ele estuprava três netas menores de idade. Relatos de vizinhos indicam que o choro constante das crianças gerou revolta entre as famílias locais. Por esse motivo, os agressores chamavam o homem de “jack”, termo usado para identificar estupradores. Da mesma forma, as redes sociais espalharam vídeos que mostram o desespero e a fúria do grupo durante o ato. Portanto, o linchamento coletivo serviu como uma punição imediata pelos supostos abusos cometidos dentro da residência.

Corpo deixado com bilhete de aviso
O grupo deixou o corpo de Raimundo exposto na via pública após as agressões cessarem. Os assassinos também escreveram um bilhete com a frase: “morri porque sou jack”. Por consequência, os peritos criminais identificaram múltiplos traumatismos causados por instrumentos contundentes no rosto e na cabeça. Adicionalmente, os investigadores da Delegacia de Homicídios (DEHS) coletaram evidências no beco para iniciar o inquérito policial. Em suma, o cenário de barbárie reflete a aplicação da justiça pelas próprias mãos em áreas periféricas da capital.

Autoridades recomendam canais de denúncia
A Polícia Civil do Amazonas investiga o caso para identificar os líderes do espancamento. As autoridades ressaltam que linchamentos dificultam a punição legal de criminosos e podem vitimar inocentes. Por esse motivo, o Estado recomenda o uso do Disque 100 ou do Conselho Tutelar para casos de abuso infantil. Além do mais, a Delegacia da Criança e do Adolescente (DEPCA) pode oferecer proteção imediata às vítimas de violência sexual. No entanto, os moradores mantêm a lei do silêncio e poucos aceitam prestar depoimento oficial sobre o ocorrido.

