Os agentes da Delegacia Fluvial realizavam uma patrulha de rotina nas proximidades da Comunidade Centenário, em Itacoatiara. Inicialmente, a equipe buscava identificar criminosos envolvidos no roubo de combustíveis na região. No entanto, os policiais encontraram mais de 300 sacos de pirarucu seco escondidos na embarcação abordada. Por esse motivo, a fiscalização técnica constatou que o barco transportava cerca de 12 toneladas de peixe sem qualquer documento legal. De acordo com os investigadores, o transporte havia iniciado a viagem no Rio Madeira com destino ao interior do Amazonas.
A polícia acredita que os responsáveis pretendiam descarregar o material ilegal ainda em Itacoatiara. Por outro lado, os agentes não descartam que a mercadoria seguiria para o estado do Pará durante a madrugada. Por consequência da falta de comprovação de origem, a carga foi imediatamente retida pelas autoridades competentes. Assim, o governo federal mantém diretrizes rígidas sobre a comercialização de espécies protegidas através do Ministério da Agricultura e Pecuária. Por esse motivo, o transporte irregular configura uma grave violação das leis que protegem a fauna amazônica.
Multa por crime ambiental ultrapassa 140 mil reais
A legislação brasileira proíbe a pesca e a venda do pirarucu durante o ano inteiro fora das áreas de manejo sustentável. Durante a abordagem, os tripulantes não apresentaram os certificados de manejo exigidos pelos órgãos ambientais. Por esse motivo, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente aplicou uma multa superior a 140 mil reais ao proprietário da embarcação. Da mesma forma, duas pessoas foram conduzidas para a delegacia de Itacoatiara para prestar esclarecimentos sobre o carregamento. Por consequência do pagamento de fiança, os envolvidos responderão ao processo em liberdade.
As autoridades decidiram que o pirarucu apreendido será doado para instituições beneficentes da região. Por esse motivo, o pescado servirá como alimento para comunidades locais após passar por inspeção sanitária. Atualmente, a embarcação já foi liberada para seguir viagem após os procedimentos burocráticos na unidade policial. Portanto, a fiscalização fluvial deve continuar intensificada nos principais eixos de transporte de carga do estado. Assim, a Polícia Civil busca desarticular as rotas do comércio ilegal de pescados que operam no interior do Amazonas.

