A Secretaria de Saúde de Maraã entrou na mira do Ministério Público do Amazonas (MPAM) por suspeitas graves de irregularidades. De acordo com o inquérito aberto pelo promotor Marcos Túlio Pereira Correia Júnior, a prefeitura, comandada pelo Pastor Edir, estaria mantendo servidores fantasmas na unidade hospitalar da cidade. A investigação aponta que o dinheiro público irriga contas de pessoas que sequer aparecem para cumprir expediente.
O caminho do dinheiro e os nomes sob suspeita
A fraude ocorria de forma direta: nomes eram lançados nos livros de ponto do hospital para simular o cumprimento da carga horária. No entanto, os profissionais recebiam a remuneração mensal sem prestar qualquer serviço aos moradores do município. Certamente, o MPAM já identificou pistas concretas e ordenou que o Pastor Edir entregue a ficha completa de servidores com os nomes de Carlos, Marcos e Lorena. Além disso, a prefeitura deve enviar contracheques e escalas de plantão dos últimos seis meses para comprovar o desvio.
Pressão sobre a prefeitura e prazos legais
O promotor estabeleceu um prazo curto, de apenas 10 dias úteis, para que a Secretaria de Saúde responda aos questionamentos oficiais. Caso a gestão do Pastor Edir ignore a ordem ou oculte os documentos, enfrentará medidas legais severas por obstrução e improbidade administrativa. Todavia, a investigação já considera que há indícios suficientes de dano ao patrimônio público. Consequentemente, o cerco se fecha contra a administração municipal, que agora precisa explicar o paradeiro dos recursos destinados à saúde.
Impacto na saúde pública de Maraã
Enquanto o MPAM busca confirmar a materialidade dos fatos, a população enfrenta as consequências da má gestão. Em suma, o uso de funcionários fantasmas retira verbas que deveriam financiar remédios e o atendimento médico real nas comunidades. Estes dados garantem a transparência e o acesso à informação sobre o uso dos recursos públicos no interior do Amazonas.

