A 1.ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus encerrou o julgamento de três homens envolvidos no massacre ocorrido em janeiro de 2017. Os réus Janderson Rolin Matos, conhecido como “Passarinho”, Ronildo Nogueira da Silva, o “Canela”, e Jones dos Remédios Martins, o “Bactéria”, enfrentaram o Conselho de Sentença entre os dias 23 e 27 de fevereiro.
Por essa razão, o magistrado Fábio Olintho de Souza aplicou penas que, somadas, ultrapassam os 360 anos de reclusão pelos crimes cometidos no interior da antiga Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa. O réu Janderson recebeu a maior punição individual, sendo condenado a 282 anos de prisão em regime fechado.
Dinâmica da rebelião e motivação criminosa
As investigações do Ministério Público do Estado do Amazonas revelaram que o ataque na unidade prisional funcionou como uma retaliação à chacina do Compaj. Os criminosos planejaram a ação para a madrugada e apagaram as luzes do presídio cerca de dez minutos antes do início da violência.
Consequentemente, os agressores atuaram sob total escuridão para reduzir a capacidade de defesa das vítimas e dificultar a vigilância interna. O trágico episódio resultou em quatro homicídios consumados e seis tentativas de assassinato contra internos da facção rival na época dos fatos.
Próximos julgamentos e andamento processual
O Poder Judiciário dividiu a Ação Penal em diferentes etapas devido ao grande número de acusados envolvidos na rebelião de 2017. Atualmente, o tribunal já condenou quatro pessoas pelo massacre, incluindo João Pedro de Oliveira Rosa Rodrigues, que recebeu 168 anos de prisão no ano passado.
A programação oficial prevê que outros quatro réus, entre eles o detento conhecido como “Major”, enfrentarão o júri popular na semana de 4 a 8 de maio deste ano. Portanto, o cronograma de julgamentos seguirá até o mês de julho de 2026 para finalizar a responsabilização jurídica de todos os envolvidos no motim da antiga cadeia.

