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Brasileiro é condenado à prisão perpétua por assassinar ex-namorada na Irlanda

O Tribunal Criminal de Cork, na Irlanda, anunciou nesta sexta-feira (23) a condenação de Miller Pacheco, de 32 anos, à prisão perpétua. O réu, de nacionalidade brasileira, assassinou a ex-namorada Bruna Fonseca no primeiro dia de 2023. De acordo com as leis irlandesas, crimes de homicídio resultam obrigatoriamente na pena de reclusão perpétua. Durante o julgamento, Miller admitiu o crime e expressou remorso, porém a gravidade dos fatos e a premeditação selaram seu destino judicial.

O Fim Trágico de uma Jovem Promissora

Bruna Fonseca tinha 28 anos e trabalhava como bibliotecária. Ela se mudou para a Europa em busca de novas oportunidades, mas acabou perseguida pelo ex-companheiro. Ambos eram naturais de Formiga, em Minas Gerais, e mantiveram um relacionamento por cinco anos. Segundo as investigações, Miller chegou à Irlanda pouco antes do término definitivo e não aceitou a nova fase de independência de Bruna. Em áudios gravados pela própria vítima, ela afirmava categoricamente que não era um “troféu” e que era a única dona de sua vida.

Dinâmica do Crime e Rejeição do Júri

Na noite do crime, Bruna celebrou o Ano Novo em um bar local, onde Miller a monitorou e chegou a filmá-la com outra pessoa. Posteriormente, ele a convenceu a ir ao seu apartamento sob o pretexto de realizar uma chamada de vídeo para ver o cachorro que o ex-casal possuía no Brasil. No local, vizinhos relataram gritos de socorro por volta das 4h15 da madrugada. Miller alegou ter usado uma “chave de braço” vista na TV para se defender de supostas agressões, contudo, o júri levou apenas 62 minutos para rejeitar a tese e considerá-lo culpado por estrangulamento e espancamento.

Honra e Legado da Vítima

A juíza Siobhan Lankford descreveu Bruna como uma “jovem excepcional” e um ser humano completo. Familiares da mineira acompanharam a sessão final vestindo camisetas com a foto da bibliotecária, simbolizando a busca por justiça que durou mais de três anos. Por outro lado, a defesa de Miller confirmou que não pretende recorrer da sentença. Certamente, o desfecho do caso traz um alento para os parentes, que enfatizaram que Bruna não era apenas um número nas estatísticas, mas uma mulher cheia de sonhos e planos interrompidos pela violência doméstica.

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