Na manhã desta quarta-feira (24), o ex-presidente Jair Bolsonaro deixou a Superintendência da Polícia Federal em Brasília para ser internado no hospital DF Star. A transferência, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, ocorre para a realização de uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral, agendada para esta quinta-feira (25). Esta é a primeira vez que Bolsonaro sai da unidade prisional desde sua prisão preventiva em novembro, totalizando 32 dias sob custódia antes do início do cumprimento de sua pena de 27 anos.
Esquema de segurança e restrições judiciais
Certamente, a internação não significa um relaxamento da custódia, visto que a Polícia Federal manterá vigilância ininterrupta na porta do quarto. Além disso, a decisão judicial impôs restrições severas, proibindo a entrada de celulares, computadores ou qualquer equipamento eletrônico no ambiente hospitalar. Consequentemente, o contato do ex-presidente será extremamente restrito, sendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro a única acompanhante autorizada durante o período. No entanto, visitas de outros familiares, como os filhos Flávio e Carlos, foram negadas por Moraes.

Dessa forma, a quarta-feira será dedicada exclusivamente a exames pré-operatórios e preparo clínico. A equipe médica, composta por especialistas de São Paulo, deve realizar o procedimento sob anestesia geral, com uma duração estimada de até quatro horas.
Detalhes técnicos do procedimento cirúrgico
Diferente de intervenções anteriores, esta cirurgia é considerada menos invasiva. Entretanto, os médicos avaliam aproveitar a ocasião para realizar um bloqueio no nervo frênico, visando controlar crises persistentes de soluço que têm afetado o ex-presidente recentemente. Portanto, a recuperação exigirá um monitoramento rigoroso contra eventos trombóticos e para controle da dor.
Em suma, a previsão é que Bolsonaro permaneça internado entre cinco e sete dias, dependendo de sua evolução clínica. Após a alta, ele retornará imediatamente para a Superintendência da Polícia Federal para dar continuidade ao cumprimento de sua sentença. Por fim, cabe ressaltar que a escolha do hospital próximo à sede da PF foi estratégica para garantir a segurança e a manutenção da execução da pena.

