A onda de violência na Zona Norte de Manaus registrou um novo episódio de execução na comunidade Riacho Doce, zona Norte de Manaus. Um homem ainda não identificado morreu após ser apontado por criminosos como o autor da morte de Juliana da Silva Teixeira. Por esse motivo, os agressores filmaram o momento em que o indivíduo confessava o assassinato da jovem de 22 anos. No registro audiovisual, os executores gritam frases de ordem antes de realizarem os disparos fatais contra o suspeito. Por consequência do ocorrido, o corpo foi removido pelo Instituto Médico Legal para os procedimentos de perícia criminal.
Abaxo o vídeo do momento que o elemento é interrogado.
As investigações preliminares indicam que a motivação da morte seria uma forma de punição pelo crime cometido na sexta-feira. Por outro lado, a Polícia Civil recebeu informações de que Juliana possuía transtorno do espectro autista, o que aumentou a revolta popular. Por esse motivo, os agentes agora trabalham em duas frentes distintas para esclarecer os assassinatos interligados no Manôa. De acordo com as autoridades, a justiça com as próprias mãos dificulta o trabalho de coleta de provas oficiais sobre o primeiro homicídio. Assim, o governo mantém o foco na identificação de todos os envolvidos no tribunal do crime.
Polícia Civil investiga relação entre os homicídios na Zona Norte
A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros assumiu a responsabilidade de investigar os novos vídeos que circulam nas redes sociais. Por esse motivo, os investigadores buscam identificar os homens que aparecem executando o suposto suspeito no Riacho Doce. Da mesma forma, os agentes analisam se o homem morto é realmente o mesmo que aparecia nas câmeras de segurança ao lado de Juliana. Por consequência da gravidade dos fatos, o policiamento recebeu reforço tático nas áreas de becos e vielas do conjunto Manoa. Portanto, a conclusão dos laudos deve ajudar a confirmar a identidade do homem executado.
Veja abaixo o momento da execução.
Atualmente, o caso segue sob forte monitoramento dos órgãos de segurança pública do estado do Amazonas. Por esse motivo, a polícia pede que a população não compartilhe as imagens da execução para não atrapalhar o andamento do sigilo policial. Por outro lado, o Conselho Tutelar e órgãos de proteção acompanham a situação da família de Juliana após as novas tragédias. Assim, a Secretaria de Segurança busca pacificar a região enquanto as equipes de inteligência rastreiam os responsáveis pelos disparos. Portanto, novos depoimentos devem ocorrer na unidade policial para encerrar o ciclo de violência iniciado na última sexta-feira.

