A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) deflagrou uma ação integrada para prender um professor de 53 anos acusado de crimes sexuais no interior do estado. De acordo com as investigações da 64ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Tapauá e da 62ª DIP de Canutama, o homem responderá por estupro de vulnerável, assédio sexual e maus-tratos. Por esse motivo, as autoridades cumpriram o mandado de prisão preventiva na última quarta-feira (28). Por consequência do trabalho conjunto entre os municípios, a polícia retirou de circulação um suspeito que utilizava o ambiente escolar para cometer delitos contra menores. Assim, a operação reforça a presença do Estado em comunidades remotas da calha do rio Purus.
Vítimas relatam crimes ocorridos há 20 anos
As diligências revelaram que o docente agia de forma reiterada em uma escola municipal na comunidade Foz do Tapauá. Segundo o delegado Vinícius Darrieux, o suspeito aproveitava a relação de confiança e a autoridade da função para vitimar alunos com menos de 14 anos. Além disso, a investigação identificou vítimas que hoje são adultas, mas que sofreram abusos durante a infância e adolescência há cerca de duas décadas. Por esse motivo, o rompimento do silêncio dessas pessoas foi fundamental para consolidar o pedido de prisão à Justiça. Por consequência dos depoimentos e de um relatório psicossocial detalhado, a Rede de Apoio do Município de Tapauá forneceu subsídios técnicos que comprovaram a gravidade da situação.
Cooperação policial e prisão em comunidade rural
O trajeto complexo entre a sede do município e a comunidade exigiu uma logística especial por parte das equipes policiais. De acordo com o delegado Darrieux, a captura contou com o apoio estratégico da equipe do delegado Armando Diadosk para garantir o êxito da diligência. Por esse motivo, os agentes realizaram o cerco e a detenção do professor sem incidentes, após dois meses de monitoramento e integração entre as delegacias vizinhas. Por consequência do cumprimento da ordem judicial, o homem permanecerá sob custódia e responderá pelos três crimes acumulados ao longo dos anos. Assim, o acusado segue à disposição do Poder Judiciário enquanto a Polícia Civil conclui o inquérito para o envio ao Ministério Público.

