O cenário empresarial mexicano sofreu um duro golpe com a confirmação da morte de José Adrián Corona Radillo, presidente do Grupo Corona. O corpo do executivo foi localizado pelas autoridades em uma rodovia no município de Atenguillo, no estado de Jalisco, apresentando sinais de violência. De acordo com as investigações da Promotoria local, o crime ocorreu após o empresário ter sido interceptado por homens armados no final de dezembro de 2025. Por esse motivo, as forças de segurança iniciaram uma busca intensiva na região, mas os criminosos não chegaram a realizar pedidos formais de resgate.
A notícia da morte de Adrián Corona gerou comoção imediata e colocou o setor de bebidas em alerta máximo no México. O gestor liderava uma empresa familiar de grande prestígio, conhecida pela produção de tequilas, licores e mezcal com sede em Tonaya. No entanto, o nome do grupo empresarial causou confusão entre os consumidores internacionais e nas redes sociais. Por consequência do sobrenome compartilhado, muitas pessoas associaram o falecimento à marca global de cerveja Corona Extra. Assim, a repercussão do caso se espalhou rapidamente, exigindo esclarecimentos sobre a real estrutura societária das empresas envolvidas.
Confusão de marcas: Grupo Corona não fabrica a cerveja Corona
A confusão sobre a identidade do empresário morto ocorre porque o Grupo Corona de Adrián Radillo foca exclusivamente em destilados. Por outro lado, a famosa cerveja Corona Extra pertence ao Grupo Modelo, que é controlado pela gigante global AB InBev. Dessa maneira, a morte de Adrián Radillo não altera a gestão ou a operação da cervejaria consumida no Brasil e no mundo. Além disso, a principal acionista da cervejaria, María Asunción Aramburuzabala, continua à frente de seus negócios e não possui parentesco com a vítima do sequestro em Jalisco.
Atualmente, o Ministério Público do México trabalha para identificar os responsáveis pelo assassinato e entender a motivação por trás do sequestro. Da mesma forma, as entidades de classe patronal do país cobram medidas mais rígidas contra a onda de violência que atinge grandes investidores na região. Por esse motivo, a segurança privada de executivos no setor de agronegócio e bebidas foi reforçada nas últimas semanas. Portanto, o caso segue sob investigação sob o signo da tragédia pessoal, enquanto o mercado global de cervejas permanece sem alterações em seus quadros diretivos.

