A insegurança pública em Manaus atingiu um novo ápice de audácia na manhã desta sexta-feira (6). Jhon Wesley de Souza Ferreira, de 38 anos, sofreu uma tentativa de execução brutal enquanto estava a bordo da embarcação Ana Carolina, no Roadway. Um grupo de criminosos armados invadiu o local e efetuou diversos disparos de pistola contra a vítima.
Por essa razão, o homem tomou a decisão desesperada de pular nas águas do Rio Negro mesmo após ser atingido por dois tiros nas costas. Consequentemente, a cena de horror no Centro da capital demonstra que as facções criminosas dominam as rotas fluviais sem qualquer resistência das forças de segurança estaduais.
Resgate e omissão estatal nas águas
Equipes do Samu realizaram o resgate do homem logo após ele emergir das águas em busca de ajuda. Os paramédicos prestaram os primeiros socorros ainda no porto antes de encaminharem Jhon Wesley ao Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto. Por esse motivo, o estado de saúde dele permanece sob sigilo, enquanto os agressores fugiram tranquilamente pelo rio em uma lancha rápida.
Portanto, a facilidade com que os pistoleiros operam no principal entreposto comercial da cidade evidencia a falência da fiscalização do Governo do Amazonas. A gestão estadual parece incapaz de patrulhar a orla de Manaus, deixando trabalhadores e passageiros à mercê da criminalidade organizada.
Crise na segurança e silêncio das autoridades
Este ataque direto em plena luz do dia reflete o abandono da segurança pública na gestão municipal e estadual. A prefeitura de Manaus e o governo do estado falham em integrar tecnologias de monitoramento que poderiam identificar a aproximação de piratas e pistoleiros no porto. Tentamos entrar em contato com a assessoria da Secretaria de Segurança Pública para questionar o reforço no policiamento fluvial, porém não tivemos retorno até o fechamento desta edição.
Por consequência, a população segue refém de um sistema que permite execuções em locais públicos com garantia de impunidade para os executores. A Polícia Civil investigará a motivação do crime, mas o sentimento de medo já tomou conta de quem depende do transporte fluvial no Amazonas.

