A manhã desta segunda-feira (22) foi marcada por uma denúncia grave de crime ambiental no Distrito Industrial, na zona Leste de Manaus. A empresa Fortes Atacado, uma distribuidora situada na movimentada Avenida Brigadeiro Hilário Gurjão, popularmente conhecida como "Avenida do Fuxico", foi flagrada realizando o descarte inadequado de materiais na estrada do Brasileirinho, na altura do quilômetro 4.
O local escolhido para o descarte irregular é o trecho conhecido como "Rapidão". Infelizmente, essa via se tornou o símbolo de uma obra que nunca termina, estando atualmente abandonada. Nesse contexto, existe um jogo de empurra sobre a responsabilidade da área, onde a Prefeitura de Manaus e o Governo do Estado trocam acusações, embora o terreno pertença originalmente à Suframa.
Apesar do abandono administrativo, a região é classificada como área rural e possui uma beleza natural cobiçada, sendo rica em nascentes de água. Por se tratar de uma Área de Preservação Permanente (APP), qualquer tipo de despejo de resíduos é estritamente proibido por lei. Todavia, aproveitando-se do isolamento e da falta de fiscalização, diversas empresas utilizam o espaço para se livrar de lixo de forma clandestina, ignorando os danos irreparáveis à fauna e à flora local.
Conforme as normas vigentes, o descarte de resíduos em locais inadequados configura crime ambiental passível de multas pesadas e sanções penais. Durante a apuração dos fatos, tentamos entrar em contato com a administração da Fortes Atacado para ouvir o posicionamento da empresa sobre o flagrante, mas, até o fechamento desta edição, não tivemos êxito.
Finalmente, a situação no "Rapidão" continua gerando pânico e indignação em moradores e ambientalistas, que cobram uma resposta imediata dos órgãos de fiscalização. O espaço segue aberto para que a empresa mencionada apresente sua defesa, enquanto a população aguarda que os responsáveis pelo atentado contra a natureza sejam devidamente punidos.

