A Prefeitura de Manaus divulgou o registro de apenas17 chamadas de emergência nesta quarta-feira, mas a realidade das ruas aponta um cenário muito mais devastador. De acordo com vídeos que circulam intensamente nas redes sociais, o número de desastres supera a casa de 30 ocorrências em diversos pontos da capital. Por esse motivo, o balanço apresentado pelo Centro de Cooperação da Cidade (CCC) recebe duras críticas por tentar minimizar o impacto do mau tempo sobre a população. Por consequência, a discrepância entre os dados oficiais e os relatos dos moradores sugere uma tentativa de esconder a gravidade do abandono administrativo. Assim, a transparência da gestão municipal é colocada em xeque enquanto os cidadãos filmam o caos em tempo real.
Canais de socorro que não funcionam
O sistema de atendimento Disque 199, operado pela Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil Municipal (Sepdec), apresenta falhas constantes e deixa os moradores desamparados. De acordo com denúncias de usuários, o canal direto de comunicação hora funciona e hora fica fora do ar em momentos de crise. Por esse motivo, famílias que enfrentam deslizamentos e infiltrações graves não conseguem solicitar a assistência imediata da Prefeitura de Manaus. Por consequência da ineficiência tecnológica do Centro de Cooperação, o cidadão se vê obrigado a recorrer à internet para clamar por ajuda. Assim, o discurso de modernidade da gestão de segurança pública cai por terra diante de um serviço básico que não atende quem mais precisa.
Prioridades trocadas: Shows milionários e cidade destruída
O descaso com a infraestrutura preventiva ocorre simultaneamente ao gasto desenfreado com cachês astronômicos para artistas de renome nacional. De acordo com as reclamações da comunidade, a prefeitura prefere investir milhões em palcos e eventos de luxo enquanto a cidade está literalmente entregue às traças. Por esse motivo, a manutenção de bueiros e a contenção de encostas em bairros como Redenção e União ficam em segundo plano nas prioridades do prefeito. Por consequência, a verba que poderia salvar vidas é drenada para festas, resultando em tragédias que o balanço oficial tenta mascarar. Assim, resta evidente que o entretenimento caro vale mais para a atual gestão do que a dignidade e a segurança de quem vive nas áreas de risco.

