O silêncio das autoridades sobre o paradeiro de Wellington Alves Pinto e Felipe Azedo completa sete dias nesta terça-feira. No entanto, o que mais chama a atenção em Parintins não é apenas a ausência dos foragidos, mas o estado de abandono da unidade policial. Quem passa pelo local ainda consegue visualizar as cordas de pano e as grades destruídas que serviram de rota para os criminosos no último dia 29 de dezembro.
A dupla utilizou ferramentas simples para serrar o ferro das celas e superar a barreira de concertina no bairro Itaúna II. Posteriormente, os detentos ganharam as ruas pelo portão principal, expondo a fragilidade do sistema de vigilância no interior do Amazonas. Devido ao comprometimento da segurança, a unidade perdeu quase metade de sua capacidade operacional, funcionando agora com apenas cinco celas precárias.
Medidas de emergência e buscas na região
Como resposta imediata ao risco de novos incidentes, a Justiça ordenou que o Estado transferisse todos os presos provisórios para o presídio municipal. Essa movimentação esvaziou a carceragem da delegacia, mas não resolveu o problema da estrutura física que continua danificada. Segundo a Polícia Civil, as equipes administrativas analisam os custos para os reparos, embora não apresentem uma data para o início das obras.
Enquanto a reforma não acontece, as forças policiais concentram esforços em patrulhamentos pela cidade e em comunidades ribeirinhas. Vale ressaltar que a falta de pistas dificulta o trabalho dos agentes, que agora dependem de denúncias da comunidade para encontrar os fugitivos. Portanto, o clima de insegurança persiste entre os moradores, que aguardam uma resposta mais contundente do governo sobre a recuperação do prédio público.

