Fatos Norte
AmazonasJustiçaManicoréMeio ambiente

Justiça condena homem a pagar R$ 7,3 milhões por desmatamento em Manicoré – AM

A 1ª Vara da Comarca de Manicoré proferiu uma decisão histórica contra o desmatamento ilegal no Sul do Amazonas. Um homem recebeu a condenação pela destruição sem autorização de mais de 454 hectares de vegetação nativa na região. Por esse motivo, o magistrado determinou que o réu apresente um plano de recuperação da área degradada em até 180 dias. De acordo com a sentença, o projeto deve utilizar espécies nativas da Amazônia para garantir o reequilíbrio do ecossistema local. Por consequência do dano causado, o proprietário também está proibido de realizar qualquer nova intervenção ou exploração na localidade atingida.

O valor total das indenizações por danos ambientais e morais coletivos atingiu a marca de R$ 7,3 milhões. Por esse motivo, o montante financeiro terá como destino órgãos de fiscalização importantes como o Ibama, Ipaam e ICMBio. Por outro lado, o juiz autorizou a retirada imediata de qualquer estrutura que prejudique a regeneração natural da floresta na propriedade. Assim, a sentença ficará registrada diretamente na matrícula do imóvel para que a obrigação seja cumprida por qualquer futuro dono. De acordo com o entendimento jurídico, a responsabilidade nesses casos é objetiva e independe da comprovação de intenção culposa do agente.

Decisão impõe medidas restritivas e monitoramento constante

A Justiça busca garantir que a floresta retorne ao seu estado original através de um monitoramento rigoroso das atividades no imóvel. Por esse motivo, o condenado precisa executar todas as etapas do plano de recuperação conforme os prazos estabelecidos no processo judicial. Da mesma forma, as autoridades ambientais devem acompanhar o crescimento das novas mudas e a retirada de ocupações irregulares na área. Por consequência da gravidade do desmatamento, a decisão serve como um alerta para outros proprietários de terras na região sul do estado. Portanto, o pagamento da multa milionária reforça o combate à exploração ilegal de madeira e terras públicas.

Atualmente, o Ministério Público acompanha o trânsito em julgado da ação para iniciar a cobrança dos valores estipulados pela 1ª Vara. Por esse motivo, o bloqueio de bens pode ocorrer caso o réu não apresente as garantias de pagamento da indenização coletiva. Por outro lado, os órgãos ambientais planejam utilizar os recursos em novas operações de fiscalização na bacia do Rio Madeira. Assim, o governo estadual tenta frear o avanço do desmatamento em municípios que compõem o arco do desflorestamento. Portanto, a recuperação integral da vegetação nativa em Manicoré deve levar décadas para se concretizar totalmente.

Matéria relacionada

Ipaam libera obra de rede elétrica gigante entre Manaus e Rio Preto da Eva no Amazonas

iFatos Norte

Dono de assistência técnica é preso após funcionária ser baleada no pescoço em Manaus

iFatos Norte

Vídeo Mostra Homem Sendo Morto com 20 facadas Após Discussão em Bar no Amazonas

iFatos Norte
Caregando....
error: Content is protected !!