Um crime brutal aterrorizou os passageiros da linha 086, o Expresso Coroado, durante a tarde deste sábado (2) em Manaus. Heliton Guilherme da Silva, de 42 anos, acabou executado com um tiro à queima-roupa no momento em que dormia dentro do ônibus de transporte público.
Por essa razão, o pânico tomou conta dos demais usuários que presenciaram o disparo fatal na estrada que liga a capital à Vila do Puraquequara. Além disso, a dinâmica do assassinato aponta para um crime planejado com extrema frieza pelo executor dentro do veículo. Consequentemente, a viagem foi interrompida imediatamente para a chegada das autoridades de segurança e isolamento da cena do crime.
Perseguição e emboscada desde o T5
As investigações preliminares indicam que tanto a vítima quanto o autor do crime embarcaram juntos no Terminal 5 (T5). Heliton sentou-se na parte dianteira do coletivo enquanto o criminoso se posicionou estrategicamente nos bancos traseiros para vigiar todos os seus movimentos. Por esse motivo, o assassino aguardou o instante em que a vítima pegou no sono devido ao cansaço da jornada de trabalho.
Da mesma forma, o atirador escolheu o trecho próximo ao Ramal da Onça, onde a vulnerabilidade era maior, para efetuar o disparo contra a cabeça de Heliton. Portanto, o suspeito demonstrou conhecimento do trajeto e das rotas de fuga após abandonar o ônibus rapidamente.
Vítima monitorada e histórico criminal
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) compareceu ao local, mas apenas confirmou que o óbito ocorreu de forma instantânea ainda na poltrona. Durante os trabalhos da perícia criminal, os técnicos identificaram que Heliton Guilherme utilizava uma tornozeleira eletrônica e pertencia ao regime semiaberto. Por consequência, a polícia trabalha com a hipótese de que a execução possua ligação direta com o histórico criminal ou possíveis acertos de contas pendentes.
Adicionalmente, os investigadores buscam imagens das câmeras internas do coletivo e do sistema de monitoramento do T5 para identificar o rosto do atirador. Em suma, as evidências colhidas sugerem que a vítima era o alvo específico de uma missão de morte coordenada.
Comoção familiar e investigação
A chegada da mãe e de outros familiares de Heliton ao local do crime gerou um clima de forte comoção e desespero entre os presentes. Policiais militares da 28ª Cicom realizaram o isolamento do perímetro para preservar os vestígios que auxiliarão no inquérito policial. Por esse motivo, os investigadores da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) coletaram depoimentos de testemunhas que estavam sentadas próximas à vítima no momento do ataque.

Além do mais, as autoridades buscam entender como o criminoso conseguiu entrar armado no sistema de transporte sem levantar suspeitas. No entanto, o corpo foi removido pelo Instituto Médico Legal (IML) e o caso segue sob investigação rigorosa para localizar o paradeiro do assassino.

