O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) inicia, nesta quinta-feira (15), o período de Defeso Florestal 2026 em todo o estado. A medida, que se estende até o dia 15 de maio, suspende temporariamente as atividades de corte, arraste e transporte de madeira em Planos de Manejo Florestal Sustentável (PMFS). De acordo com a Portaria nº 001/2026, a restrição coincide com o período chuvoso na região, visando proteger o solo e a vegetação contra impactos ambientais severos. Certamente, a iniciativa garante que a exploração madeireira ocorra dentro de padrões ecológicos responsáveis.
Bloqueio no Sinaflor e Municípios Impactados
Durante os quatro meses de vigência do defeso, o Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais (Sinaflor) permanecerá bloqueado para novas declarações de corte. Consequentemente, o órgão ambiental impede a ampliação de atividades exploratórias em um momento de maior sensibilidade do ecossistema. Segundo a Gerência de Controle Florestal (GECF), a suspensão atinge aproximadamente 60 planos de manejo ativos. Além disso, as cidades de Novo Aripuanã, Canutama, Itapiranga, Manicoré e Lábrea concentram o maior volume de áreas afetadas pela medida.
Rigor Técnico e Base Legal
O defeso florestal possui amparo em resoluções do Conama e na Lei Estadual nº 3.785/2012, que estabelecem critérios técnicos para a exploração sustentável. Portanto, a pausa nas atividades assegura a manutenção do equilíbrio ambiental e permite um controle mais eficiente sobre a origem da madeira no Amazonas. Para operar legalmente fora deste período, o interessado deve possuir a Autorização Prévia para Análise Técnica (Apat), emitida pelo Ipaam após rigorosa avaliação de inventário florestal e espécies protegidas.
Fiscalização e Canais de Denúncia
A Gerência de Fiscalização Ambiental (GEFA) intensificará as vistorias em campo para coibir infrações e combater o desmatamento ilegal durante o defeso. Embora as atividades licenciadas estejam suspensas, o monitoramento por satélite e as equipes terrestres continuam em alerta máximo. Ademais, o Ipaam disponibiliza o WhatsApp (92) 98557-9454 para que a população realize denúncias anônimas sobre crimes ambientais. Com efeito, o engajamento da sociedade fortalece a conservação da fauna e flora amazônicas contra a exploração predatória.

