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Golpe na corrupção: STJ barra liberdade de gerente da Fcecon preso por propina e fraude

O cenário jurídico complicou-se para Gabriel Henrique da Silva de Souza, gerente da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Amazonas. O ministro Herman Benjamin, do STJ, assinou o despacho na última segunda-feira (5) que mantém a prisão preventiva do investigado. De acordo com o entendimento da Corte Superior, a detenção do gestor possui base sólida e fundamentada nas provas colhidas pelo Ministério Público. Por esse motivo, o magistrado negou o pedido de soltura e reforçou que o réu deve aguardar o julgamento no estado de origem. Dessa maneira, a tentativa da defesa de anular a prisão em Brasília fracassou logo na primeira análise.

A defesa alega que não existe motivo real para manter Gabriel no sistema prisional, mas o Tribunal de Justiça do Amazonas já havia rejeitado essa tese anteriormente. No entanto, o ministro Benjamin ressaltou que a gravidade das acusações justifica a intervenção mínima do STJ neste momento processual. Assim, a decisão mantém o ex-gerente sob custódia enquanto os investigadores aprofundam a análise dos contratos sob suspeita. Além disso, a justiça busca evitar que os envolvidos no esquema destruam provas ou influenciem depoimentos de testemunhas nas unidades de saúde.

Operação Metástase expõe máfia das propinas em maternidades e UPAs

A investigação que levou Gabriel à prisão em outubro de 2025 revelou um esquema vergonhoso de desvios de dinheiro público. O Gaeco descobriu que o grupo criminoso cobrava entre 30% e 50% de propina sobre cada contrato assinado em unidades como a UPA José Rodrigues. Por meio de fraudes em licitações, uma família dona de seis empresas dominava os serviços hospitalares mediante combinação de valores. Por consequência desse monitoramento, a Operação Metástase também prendeu as diretoras das maternidades Balbina Mestrinho e Nazira Daou.

Atualmente, sete servidores seguem afastados de seus cargos por ordem judicial para não atrapalharem a coleta de novos dados. Da mesma forma, a Secretaria de Estado de Saúde mantém o apoio irrestrito aos agentes da Polícia Civil que conduzem as diligências nos hospitais. Portanto, a rede de corrupção que começou a cair na Operação Jogo Marcado sofre agora o maior impacto com a manutenção das prisões dos líderes. Assim, o processo caminha para novas fases de denúncia enquanto o Ministério Público rastreia o destino final dos milhões desviados do tratamento de câncer e partos no Amazonas.

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