O setor portuário privado brasileiro encerrou o mês de outubro de 2025 com números extremamente positivos. Conforme indicam os dados da Antaq e da ATP, os terminais autorizados movimentaram 78,7 milhões de toneladas no período. Esse desempenho representa um avanço de 13,6% em relação ao ano anterior. O Porto Chibatão, situado em Manaus, obteve o resultado mais impressionante do setor com um aumento de 322,6%.
A diversificação das cargas também impulsionou o crescimento geral dos terminais. Os granéis sólidos lideraram o volume total com 47,5 milhões de toneladas movimentadas. Paralelamente, os granéis líquidos e as cargas em contêineres registraram altas de 16,7% e 12%, respectivamente. Portanto, a infraestrutura privada consolida sua posição como peça fundamental para a dinâmica econômica do país.
Superação da estiagem e retorno operacional
A recuperação plena dos níveis dos rios na Região Norte favoreceu diretamente as operações no Amazonas. Durante o mês de outubro de 2024, a seca severa ainda limitava o calado dos navios e exigia rotas alternativas. No entanto, o cenário mudou em 2025 com a estabilização das condições hidrológicas locais. Segundo o Grupo Chibatão, essa mudança garantiu maior previsibilidade para a atracação de embarcações de grande porte.
Atualmente, o complexo portuário em Manaus opera com sua capacidade total restabelecida. O fluxo de cargas, que antes sofria desvios para outros pontos logísticos, retornou ao ritmo regular. Além do Porto Chibatão, unidades como o Terminal Fronteira Norte também apresentaram crescimentos vertiginosos superiores a 280%. Assim sendo, a iniciativa privada demonstra grande capacidade de adaptação frente aos desafios ambientais da região.
Relevância econômica da infraestrutura privada
A Associação de Terminais Portuários Privados (ATP) reforçou a importância dessas marcas para o comércio exterior. Murillo Barbosa, presidente da entidade, destacou que a eficiência dos terminais fortalece diretamente a logística nacional. Atualmente, as empresas associadas à ATP respondem por 60% de toda a carga portuária do Brasil. O segmento também gera cerca de 47 mil empregos diretos e indiretos em todo o território.
As associadas atuam em setores vitais como mineração, agronegócio e siderurgia. A modernização constante desses espaços privados contribui para o desenvolvimento econômico acelerado. Por fim, os resultados de outubro evidenciam como o investimento privado garante estabilidade ao sistema de transportes do país.

