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Exército mata jovem indígena de 19 anos durante pescaria no Amazonas

Uma ação do Exército Brasileiro terminou em tragédia e revolta no distrito de Iauaretê, em São Gabriel da Cachoeira, extremo noroeste do Amazonas. O jovem Sandro Barreto Andrade, de apenas 19 anos e pertencente à etnia Hupdah, morreu após ser baleado por militares enquanto pescava no rio Papuri. Sandro morava na comunidade Fátima, situada estrategicamente próxima a um pelotão de fronteira. Além da morte do jovem, a investida militar deixou outro indígena ferido, gerando uma onda de indignação entre as lideranças do Alto Rio Negro.

Indígenas Teriam Sido Confundidos

De acordo com relatos contundentes de moradores da região, Sandro e seu companheiro, identificado como Domingos, realizavam uma atividade rotineira de subsistência quando os militares os atingiram de forma fatal. A suspeita da comunidade aponta que os soldados possivelmente confundiram os indígenas com criminosos que atuam na fronteira com a Colômbia. Entretanto, a falta de critérios e protocolos claros de abordagem em territórios tradicionais transformou uma pescaria em um cenário de horror. Consequentemente, Sandro morreu ainda no local, sem qualquer chance de defesa.

Sobrevivente em Estado Grave

O segundo indígena atingido, Domingos Hupdah, recebeu socorro e seguiu para Manaus devido à gravidade dos ferimentos. Atualmente, ele permanece internado em uma unidade de saúde da capital, mas as autoridades ainda não detalharam seu quadro clínico oficial. Por outro lado, o silêncio das forças de segurança sobre o ocorrido amplia o sentimento de insegurança entre os povos originários da região. Portanto, a presença do Exército, que deveria garantir a soberania e proteção, agora é vista com medo e desconfiança pelas famílias locais.

Cobrança por Transparência e Punição

Logo após o crime, organizações indígenas e instituições religiosas do Alto Rio Negro se manifestaram publicamente para exigir uma investigação rigorosa e transparente. As lideranças destacam que não aceitarão o arquivamento do caso ou justificativas genéricas sobre “conflito”. Além disso, a Prefeitura e os órgãos estaduais precisam intervir para garantir que os direitos humanos dessas populações sejam respeitados pelas forças federais. Com efeito, o episódio reacende o debate urgente sobre a conduta militar em terras indígenas e a necessidade de punição imediata para os responsáveis.

Cenário de Incerteza

Até o momento, o Comando Militar da Amazônia (CMA) não divulgou nota detalhando as circunstâncias específicas da operação ou o que motivou os disparos contra os jovens. A sociedade amazonense aguarda que a Justiça Federal e o Ministério Público Federal (MPF) assumam o caso com urgência para evitar a impunidade nesta tragédia que ceifou a vida de um jovem da floresta. Por fim, a comunidade exige que o Exército preste assistência integral à família da vítima e ao sobrevivente hospitalizado.

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