O cenário da orla de Manaus sofreu uma mudança definitiva nesta segunda-feira (13) com a desativação da roda-gigante no Complexo da Ponta Negra. O empresário Jean Praia utilizou canais digitais para confirmar o fim do projeto.
A decisão encerra um ciclo marcado por questionamentos públicos e debates jurídicos sobre a permanência do equipamento no local.
O projeto iniciou em novembro de 2025 sob o aval do ex-prefeito David Almeida. Na época, o contrato estabelecia um prazo curto de seis meses para a exploração do serviço.
Entretanto, o surgimento repentino da empresa responsável, criada às vésperas da inauguração, levantou suspeitas imediatas em diversos setores da sociedade.
O Ministério Público do Amazonas mantém o foco sobre o empreendimento para esclarecer a legalidade da concessão. Além dos custos dos bilhetes, a proximidade política entre Praia e o ex-gestor municipal durante as eleições de 2024 alimentou as críticas. O órgão busca entender se houve favorecimento na escolha da operadora.
Em sua defesa, o proprietário classificou os ataques como infundados e baseados em desinformação. Praia garantiu que, apesar do clima de tensão que cercou a atração, o objetivo inicial foi atingido com êxito.

